segunda-feira, 23 de agosto de 2010

cemitério

nunca soube como guardá-los. deixava-os com cores e cheiros amigos, ou esquecia-os em qualquer lugar. dizem que a indiferença a motivou a tomar a atitude de então ir ao seu jardim e penetrar a terra com a explosão sinestésica que carregava. enterrou-a o mais profundo que suas mãos aguentaram cavar e fez-se a cova. jaziam suas lágrimas, angústias, suspiros, sorrisos, enfim. jazia também, fora do solo, sua carcaça vazia e aliviada. podia, finalmente, dormir em paz.

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